sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Regionalidade

Quando viajamos até outra cidade para um congresso de cunho nacional percebemos a grande variedade social/regional que esse país possui, podemos observar essa variedade pela fala, pelo comportamento, etc.
A porta de entrada é o sotaque que todos carregam como se fosse um pouco da terra de onde veio dentro do bolso, confesso que não sou o melhor para identificar da onde é um sotaque confundo todos mesmo que não sejam nada parecidos. Isso é o suficiente para eu fazer sempre a mesma pergunta: "você é de onde?", normalmente a outra pessoa devolve a pergunta e depois emenda "e lá em Curitiba continua frio?" mas é claro que a pessoa foi embora e o clima de uma cidade muda por conta disso.

Porém dessa vez foi terrível, encontrei uma moça já com meu radar de sotaques ligado e identifiquei algumas particularidades ela terminava a frase com "dai", tinha uma vogal "E" bem marcada, ela chamava também menino de "piá". Certa hora no meio da conversa fiz a ela a mesma pergunta de sempre, para saber de onde ela é, e o resultado: descobri que ela é de Curitiba também.

Passei vergonha por não conhecer a mulher que encontro todos os dias no corredor, e de quebra ainda quebrei a ideia mitica de eu não possuir nenhum sotaque. Trágico.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Viagem

Fazia algum tempo que tinha me convencido que viagens são fugas temporárias e necessárias da nossa realidade, quero dizer, quando nos deslocamos até outra cidade esquecemos os problemas que parecem ser barradas nas fronteiras geográficas politicas impostas por nós mesmo, então problemas de estudos, de trabalho e outros por um par de dias não nos assombram, aí fica a diferença entre as pessoas que gostam de viajar e as que não gostam, as que gostam simplesmente saem esquecem relaxam e voltam com energias renovadas para resolver os problemas que deixaram, as que não gostam é por não saber lidar com o retorno dos problemas assim que retornam à sua cidade de origem.

Mas eu percebi que ao sair criamos um problema: saudade. Sentimos saudade das nossas coisas, sentimos saudade de nossas pessoas, sentimos saudade até um pouco da rotina. E pior criamos esse problema nas pessoas que ficam e isso que é a maior maldade, pois elas não se livraram dos problemas rotineiros e ainda ganharam mais este.

Acredito que o verdadeiro remédio para essa situação seria pegar todas as pessoas que sentiriam saudade de verdade de você, sair para a viagem e não voltar mais. Simples.