sábado, 5 de novembro de 2011

Diferente

Até que ponto ser diferente é uma coisa boa e uma coisa ruim?
Quando se é diferente passamos a ver as coisas de forma singular. Sempre que eu viajava eu acha interessante e bonito ver nas montanhas onde tem alguma plantação ou algo do tipo, conseguir ver a forma da nuvem na sombra que ela faz. Ás vezes esquecemos que nuvens fazem sombras e isso sempre me fez pensar nisso. Certa vez estava viajando em uma excursão escolar e por sorte minha sentou uma garota que sempre me interessou do meu lado, fiquei pensando no que falar para ela, em certo momento eu vi uma nuvem e comentei que achava bonita a sombra das nuvens, ela respondeu com um: "pff" e foi pedir para a professora para trocar de lugar.
Fiquei me sentindo um louco! Porém semana passada na viagem fiz o mesmo comentário, me acharam louco novamente.
Outro caso de escola: Sempre tínhamos uma aula de educação artística que o professor pedia para fazermos um desenho abstrato, isto é, fazia um risco aleatório  completando bastante da folha e após isso devíamos encontrar formas e desenhos dentro daquelas linhas se cruzando. Bom eu sempre fui mal nessas atividades, encontrava apenas peixes corações e a carinha do bad boy. Mas sempre tinha na turma um colega que encontrava desenhos super bacanas e pintavam e os professores elogiavam dizendo que eram artistas, inspirados, etc.
Porém, hoje quando eu comento que vejo formas em nuvens e pipocas dizem que sou louco, não consigo entender quais são os critérios usados para avaliar aquele caso como artista e esse caso como louco.
Acredito que no fim seja apenas questão de referência, imaginemos então a seguinte referência: Todo dia quando preciso dirigir atravesso por uma mesma avenida na ida e na volta, porém quando estou indo o sentido contrário esta congestionado e o que estou seguindo está tranquilo, já quando estou voltando acontece o mesmo, o sentido que antes estava livre está congestionado e agora o sentido que estou, está tranquilo. Isso de certa forma sugere que estou na contramão da sociedade? Quando está todo mundo indo eu to vindo.  Quando todos querem um tablet eu digito meus textos no bloco de notas para sentir que eu não estou tão avançado assim. Mas essa discussão eu deixo para o próximo texto.
Ser diferente é difícil, ás vezes somos julgados, mas parece muito mais bonito, pelo menos para mim o diferente é muito mais atraente, ele não se dissolve no igual.

Para muitos ser diferente é sinônimo de ser louco, mas tomando algumas frases emprestadas já nem lembro mais de onde foram tiradas: "Só os loucos entendem" expandindo um poucos, só os loucos se entendem e se identificam como comuns. "Loucos se amam", e me atrevo ainda a dizer que se amam com muito mais sinceridade por não se preocuparem com essas outras aparências do amor!

Só para concluir algo, empresto uma frase que ouvi hoje no serviço, "ser louco é mais fácil" isso porque quando sentimos uma vontade estranha de fazer algo, podemos simplesmente fazer, pois ninguém mais irá se assustar com isso, afinal você já é DIFERENTE!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Regionalidade

Quando viajamos até outra cidade para um congresso de cunho nacional percebemos a grande variedade social/regional que esse país possui, podemos observar essa variedade pela fala, pelo comportamento, etc.
A porta de entrada é o sotaque que todos carregam como se fosse um pouco da terra de onde veio dentro do bolso, confesso que não sou o melhor para identificar da onde é um sotaque confundo todos mesmo que não sejam nada parecidos. Isso é o suficiente para eu fazer sempre a mesma pergunta: "você é de onde?", normalmente a outra pessoa devolve a pergunta e depois emenda "e lá em Curitiba continua frio?" mas é claro que a pessoa foi embora e o clima de uma cidade muda por conta disso.

Porém dessa vez foi terrível, encontrei uma moça já com meu radar de sotaques ligado e identifiquei algumas particularidades ela terminava a frase com "dai", tinha uma vogal "E" bem marcada, ela chamava também menino de "piá". Certa hora no meio da conversa fiz a ela a mesma pergunta de sempre, para saber de onde ela é, e o resultado: descobri que ela é de Curitiba também.

Passei vergonha por não conhecer a mulher que encontro todos os dias no corredor, e de quebra ainda quebrei a ideia mitica de eu não possuir nenhum sotaque. Trágico.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Viagem

Fazia algum tempo que tinha me convencido que viagens são fugas temporárias e necessárias da nossa realidade, quero dizer, quando nos deslocamos até outra cidade esquecemos os problemas que parecem ser barradas nas fronteiras geográficas politicas impostas por nós mesmo, então problemas de estudos, de trabalho e outros por um par de dias não nos assombram, aí fica a diferença entre as pessoas que gostam de viajar e as que não gostam, as que gostam simplesmente saem esquecem relaxam e voltam com energias renovadas para resolver os problemas que deixaram, as que não gostam é por não saber lidar com o retorno dos problemas assim que retornam à sua cidade de origem.

Mas eu percebi que ao sair criamos um problema: saudade. Sentimos saudade das nossas coisas, sentimos saudade de nossas pessoas, sentimos saudade até um pouco da rotina. E pior criamos esse problema nas pessoas que ficam e isso que é a maior maldade, pois elas não se livraram dos problemas rotineiros e ainda ganharam mais este.

Acredito que o verdadeiro remédio para essa situação seria pegar todas as pessoas que sentiriam saudade de verdade de você, sair para a viagem e não voltar mais. Simples.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Quanto menos tempo...

Quanto menos tempo você tiver, mais tempo você vai criar! FATO! As vezes a gente deixa de assumir algum compromisso por que acha que não vai dar conta do recado, mas percebi que quanto mais ocupado a gente estiver, mais a gente se obriga a organizar as coisas e assim acabamos arranjando mais tempo, lógico que isso tem um preço, cansaço é o principal. Mas a gratificação vem, as vezes demora um pouco, mas ela vem! E como é bom quando isso acontece!

sábado, 26 de março de 2011

Estar bem... é bom!

Vou dizer aqui, cansei de ler poesias, textos e blogs tristes, vim aqui dizer que as coisas estão acontecendo bem, tem alguns contra-tempos, mas faz parte, em geral as pessoas tendem a olhar pro copo meio vazio, pro prato que quebrou e não para o novo prato comprado, o fato é, falar de tristeza de desgraça ou de olhar para o que não dá certo e mais fácil do que olhar para as coisas boas que vem ocorrendo na vida.
Eu como sempre adoro o mais difícil, por isso estou olhando para as coisas boas.
As coisas estão corridas, num tenho tempo para ficar de folga um pouco, mas isso é ótimo, sobra menos tempo para eu pensar besteiras.
Essa semana eu me convenci que as pessoas tendem a decepcionar as outras, que isso é normal e que não adianta se lamentar por isso, não ignoro a decepção, mas tento superá-la o mais rápido possível para não me afastar de ninguém.
Estou tão tranqüilo que estou me estranhando, mas a sensação é boa! Fazia tempo que não sentia isso, nada aconteceu para que eu estar sentindo isso, apenas estou.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Opções...

Até que ponto é possível fantasiar um sentimento? Fongir estar ou fingir não estar sentindo algo? Enganar os outros ou enganar a si mesmo? É sempre uma confusão, os psicologos diriam que muitas vezes é apenas uma “projeção”, mas sempre nos perguntamos, essa pessoa é assim mesmo? Dessa forma que eu imagino que ela seja? Ou estou fantasiando? É aí que a coisa realmente complica, começa a ficar perdido, não sabe como agir, não acredita mais em seus próprios pensamentos.
O que fazer para consertar isso? Pode tirar a história a limpo ou deixar que isso simplesmente passe com o tempo, as duas soluções são ruins, a primeira ocorre o que:
Ou irá se arrepender de ter tirado a história a limpo e ter percebido que era apenas uma projeção mesmo e isso irá encomodar por um tempo, ou vai descobrir que não e então um não será muito mais dolorido ainda.
Na segunda opção, pode demorar muito para passar, enquanto isso vai doer. E como o caso não será resolvido, pode ocorrer de um dia voltar para novamente perturbar.
A chance de ocorrer é baixa, mas sendo otimista, seguindo a primeira opção, descobrindo que não é projeção e  ainda recebendo um sim, aí meu amigo(a), há uma chance de felicidade. E afinal o que nós procuramos nessa vida?
Mesmo assim a dúvida ainda estará presente em nós!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Vida Nova!?!?

Começou o ano e muitos falam... "Ano novo, vida nova"

Quer dizer então que os problemas que tínhamos até ontem se resolveram com o fogos de artifício? Eu vejo da seguinte forma, ontem meu contrato de professor da rede de ensino público do estado do paraná foi quebrado, tá aí, vida nova ,estou novamente desempregado, ou então estagiário se preferirem (estou em dúvida na preferência ainda) acordei animado hoje, pensei vamos dar um jeito nas coisas, daí achei que seria bom começar pela gaveta da mesa, que vacilo, já desanimei e percebi que eu sou o mesmo de ontem! O carro está sujo o quarto uma zona e a vontade de mudar isso? Cadê?

O fato é: agora vai começar a jornada do ano inteiro novamente, em outras palavras as coisas não mudaram muito mas eu consigo ver nas pessoas um pouco mais de esperança do que o que eu via lá pelo dia 15 de dezembro. Isso é realmente bom! Está certo vou ter que concordar um pouco, o gosto do ano novo é realmente bom, pena que passa tão rápido.